Filhote, ontem esqueci de contar uma coisa muito muito importante que aconteceu na última semana.
Tia Mila fez a ultra e ouviu pela primeira vez o coração do seu primo ou prima.
Só tem 1 bebê mesmo na barriga dela. Tinha uma galera apostando em 2 (inclusive a mamãe aqui).
Ela está com 7 semanas e alguns dias... o baby tem 45mm. é menor que um gão de arroz.rs. Mas o coraçãozinho já bate a 154 por minuto.
Vem ai a Manuela ou o Enzo.
vc será pouco mais velho que seu primo (a) e vai querer mandar nele. SIM, poucos meses já contam quando vc é uma criança.rs
Estamos em festa por viver esse momento juntas e vocês serão criados muito juntos, assim como eu e tia Mila somos; por isso esse registro é tão importante!
Quanto amor, quanto amor, quanto amor!!!! <3
"Bem vindo meu novo ser; cercado de proteção. De tanto amor, tanta paz. Dentro do meu coração. É como se eu tivesse esperado toda vida pra te embalar... ... é como se eu tivesse esperado toda vida para te embalar...!
segunda-feira, 30 de março de 2015
sábado, 28 de março de 2015
“...Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...”
Dizem que coração de mão não se engana. Eu sempre tive minhas dúvidas e, para ser franca, ainda tenho algumas. Mas essa semana você me ensinou mais uma lição, que é, de fato, ouvir meu coração que agora, bate por dois.
Há anos eu leio o livro cujas palavras deu nome ao nosso título de hoje. Acredito que Antoine de Saint-Exupéry, o criador do “O Pequeno Príncipe”, meu livro preferido, estava, de fato, inspirado por muito amor quando escreveu as palavras que por tantas vezes me inspirou a rever os meus conceitos de vida.
Ele fala com sutileza ímpar sobre a importância do cultivo de gente, que já falamos aqui no nosso blog, e que por tantas vezes é deixado de lado por nós, adultos.
Da mania de adulto de ver valor material em tudo, de não deixar a vida se fantasiar por sonhos, de ver desenhos como simples desenhos quando eles querem dizer muito mais do que os rabiscos sem sentidos que olhos de adultos não conseguem interpretar.
Fala da importância única de um amor que você coloca e do tempo que você dedica aquilo que te faz bem e que, por mais que você tenha um milhão de rosas, a sua será única, porque foi cultivada por você;
Assim como aquela estrela no céu, que um dia, tomamos como nossa e que agora, é importante pra nós como nenhuma outra.
Durante alguns anos eu coleciono os livros desse pequeno personagem, em algumas línguas, por amor aos seus ensinamentos e agora, terei uma edição única de um Pequeno Príncipe. Uma edição exclusiva, feita por mim.
Um príncipe que será para mim único no mundo, que me fará entender que um carrinho de garrafa de refrigerante vazia tem um sistema de fricção incrível que aquele que compramos pela internet não tem, que me ensinará a lutar com monstros de travesseiro e me proteger em muros de lençóis, que vai me ensinar a interpretar os velhos rabiscos coloridos como desenhos de castelos com super heróis de nomes que inventaremos juntos.
Um Pequeno Príncipe a quem dedicarei meu mais precioso tempo e se tornará pra mim, como uma única rosa no meio de um roseiral.
Que será o meu astro rei no meio de todas as constelações que brilham lindas num céu e que poderemos ver igual de onde quer que estejamos.
Que renomeou meu coração para “Coração de Mãe” (aquele que quase nunca se engana)quando gritou pra mim: “Mamãããããe, sou um menino!”
Que, quem sabe, terá meus olhos, ou meu sorriso, ou o meu gênio hora difícil, hora não.... que vai me fazer aprender na marra que o não dói, mas que você precisará dele.
Que, já em meu ventre, tem me ensinado um amor único no mundo, diferente de todos os outros.
Um Príncipe a quem terei o enorme prazer de chamar de FILHO.
Vem, Dom! Vem ser pra mim, único no mundo!
"Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro.
Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.
Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”
O Pequeno Príncipe
Há anos eu leio o livro cujas palavras deu nome ao nosso título de hoje. Acredito que Antoine de Saint-Exupéry, o criador do “O Pequeno Príncipe”, meu livro preferido, estava, de fato, inspirado por muito amor quando escreveu as palavras que por tantas vezes me inspirou a rever os meus conceitos de vida.
Ele fala com sutileza ímpar sobre a importância do cultivo de gente, que já falamos aqui no nosso blog, e que por tantas vezes é deixado de lado por nós, adultos.
Da mania de adulto de ver valor material em tudo, de não deixar a vida se fantasiar por sonhos, de ver desenhos como simples desenhos quando eles querem dizer muito mais do que os rabiscos sem sentidos que olhos de adultos não conseguem interpretar.
Fala da importância única de um amor que você coloca e do tempo que você dedica aquilo que te faz bem e que, por mais que você tenha um milhão de rosas, a sua será única, porque foi cultivada por você;
Assim como aquela estrela no céu, que um dia, tomamos como nossa e que agora, é importante pra nós como nenhuma outra.
Durante alguns anos eu coleciono os livros desse pequeno personagem, em algumas línguas, por amor aos seus ensinamentos e agora, terei uma edição única de um Pequeno Príncipe. Uma edição exclusiva, feita por mim.
Um príncipe que será para mim único no mundo, que me fará entender que um carrinho de garrafa de refrigerante vazia tem um sistema de fricção incrível que aquele que compramos pela internet não tem, que me ensinará a lutar com monstros de travesseiro e me proteger em muros de lençóis, que vai me ensinar a interpretar os velhos rabiscos coloridos como desenhos de castelos com super heróis de nomes que inventaremos juntos.
Um Pequeno Príncipe a quem dedicarei meu mais precioso tempo e se tornará pra mim, como uma única rosa no meio de um roseiral.
Que será o meu astro rei no meio de todas as constelações que brilham lindas num céu e que poderemos ver igual de onde quer que estejamos.
Que renomeou meu coração para “Coração de Mãe” (aquele que quase nunca se engana)quando gritou pra mim: “Mamãããããe, sou um menino!”
Que, quem sabe, terá meus olhos, ou meu sorriso, ou o meu gênio hora difícil, hora não.... que vai me fazer aprender na marra que o não dói, mas que você precisará dele.
Que, já em meu ventre, tem me ensinado um amor único no mundo, diferente de todos os outros.
Um Príncipe a quem terei o enorme prazer de chamar de FILHO.
Vem, Dom! Vem ser pra mim, único no mundo!
"Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro.
Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.
Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”
O Pequeno Príncipe
terça-feira, 24 de março de 2015
Sobre a valorização das pessoas
Que saudade de vim falar para você, filho.
Desculpa pelo tempo longe do nosso espaço de memórias. Ficamos sem internet e a mamãe aqui ficou sem tempo também. Sua chegada tá movimentando tudo por aqui; e, antes de postar meu texto de hoje, quero dividir com você as novidades dessas duas semanas.
Hoje entramos na nossa 16º semana. Ainda não sei que tamanho você já está aí dentro e também não sei se vc é um menino ou uma menina. No fundo do meu coração, por vezes acho que é menina mas na maioria das vezes, meu lado prático tem me levado a achar que você é um menino. A barriga já cresceu muito. Nessas últimas semanas passei a curtir mais a gravidez, me sentir mais a vontade de conversar e cantar para você e te pedir desculpas por certos esforços que não posso deixar de fazer. Também tenho gostado de olhar a evolução da barriga e conto os dias pra vc começar a fazer festa aí dentro para eu te sentir.
Ah... e que saudade que me deu de ouvir seu coração batendo... tomara que dia 6 chegue logo, o dia do nosso próximo encontro na ultra.
Agora que passamos para nosso segundo trimestre, me sinto menos cansada e minha disposição está quase voltando a 100%. Então aproveitei o momento, arregacei as mangas, e passei a ter uma nova profissão além de produtora, que se chama Personal Organizer, uma habilidade que utilizava por hobby na casa das amigas e que hoje, estou me profissionalizando para complementar a renda para você.
Desde semana passada Vovô e Vovó estão aqui. Eles foram ao mercado e te trouxeram seu primeiro pacote de fraldas.
Passamos uma tarde com a Tia Renata, tio Michel e o Gabriel, que disse que você é um menino e que ele vai ajudar a cuidar de você <3 Eles te deram uma cadeirinha linda pra dar uma folga pros bracinhos da mamãe e uma mamadeira que não deixa você ter gases. Tia Renata passou o dia ensinando truques pra mamãe e me mostrou um monte de coisas que eu não sabia que precisava comprar.rs.
Seu tio Gu tirou excelentes notas nas provas do trimestre e faz menos frio em Nova York, o que ainda é MUITO frio para a gente. Ontem estava fazendo 2 graus! BRRRRR
Sua amiga Duda esta perto de completar um ano e, na semana passada, ela andou! <3
Ganhamos mais uma música para sua trilha sonora. Tio Alofa gravou lindamente uma canção de ninar em Samoano. Não tenho dúvidas que vc vai amar!
Você também ganhou um terço diretamente de Jerusalém da tia Flavia para colocar no seu berço
Seu primo Pedro Henrique ganhou peso e está sendo um guerreirinho no hospital. Flavia sempre nos manda notícias deles e estamos em oração para que ele cresça, ganhe peso e possa voltar pra casa logo logo cheio de saúde.
Quanta notícia, né meu amor? Agora, vamos ao texto de hoje, que escrevi a algumas semanas tomada por um profundo sentimento de gratidão ao universo por termos pessoas tão queridas por perto.
“Sobre a valorização das pessoas”
Filho, se tem uma coisa que eu gostaria que você aprendesse na sua vida, é valorizar as pessoas. TODAS. E saber reconhecer, entre eles, quem são os seus amigos. A mamãe sortuda aqui tem um monte deles e esse é nosso assunto de hoje.
Ontem contei como foi que te descobrir e como me senti desesperada. E também te dei nomes das pessoas que dividiram esse momento comigo.
A primeira pessoa pra quem eu contei foi a sua Tia Renata. Eu e ela somos amigas a mais de 20 anos. Estudamos juntas a vida inteira e brincávamos com as nossas bonecas que, um dia, se tornariam de verdade. Quando tínhamos trabalhos da escola, sempre colocávamos os “nomes” dos nossos filhos nos nossos personagens. As minhas eram sempre a Alegria e da Re, Nayana. Um dia estávamos voltando da escola e ela ouviu uma senhora chamando por sua neta na rua que ela morava. O nome da menina era Nayana e aí, ela sismou. Quanto a minha Alegria; sempre gostei de coisas diferentes e quando nasceu a neta de um famoso cantor que parece muito com seu avô (o nome dele é Martinho da Vila), ele chamou a neta pelo nome de Alegria. E aí, quem sismou fui eu. E assim foi. Falamos dos nossos planos de ter filhos juntos por toda infância e adolescência e deixamos de lado essa ideia depois de adultas. Sabíamos q não seria bem assim. Tia Re teve o Gabriel. Ficou louca quando descobriu. Eu estava sentada no vestiário da academia quando ela contou pra mim. Depois foi tudo lindo!
Depois da tia Re, contei pro tio Vitor. Se você for menino, vai te-lo como cúmplice com toda certeza. Ele é o melhor amigo da mamãe e somos amigos desde a infância. Nós crescemos no mesmo prédio. Ele deu um super apoio psicológico pra mamãe nesse primeiro susto e ficou do nosso lado, literalmente dando colo pra passar esse susto, foi o primeiro que te chamou de sobrinho (a) e que me disse: “Você será uma puta mãe”
Depois mamãe criou um grupo e contou para as amigas Kelly, Ingrid, Bianca, Beth e Camila, que também são minhas amigas a séculos, e com quem eu sempre soube que poderia contar. Elas ficaram o tempo inteiro, literalmente, cuidando da mamãe aqui. Em oração pela sua vida e pela minha sanidade para saber lidar com essa descoberta repentina. Tia Bianca já declarou que você será menina, tia Grid disse que estará disponível pra cuidar de você, tia Camila levou um esporro em casa quando uma história chegou torta na casa dela com as pessoas achando que vc estava na barriga dela e não na minha, e a tia Beth, que pensa como mamãe, é sempre um bom equilíbrio desse gupo, junto com a tia Kelly, que até casa ofereceu para a gente morar.
Estou te dando essa riqueza de detalhes porque essas pessoas fizeram parte da sua chegada desde quando eu nem mesmo sabia se você, de fato, chegaria. E sabe, filho, elas me fizeram agradecer ainda mais a Deus por ter amigos. Você também terá a sorte de te-los.
As outras pessoas importantes da nossa vida você também vai conhecendo devagar, elas não terem participado desse momento com a mamãe definitivamente significa que são menos importantes ou que não estiveram conosco, com certeza foi só uma questão de ocasião.
O fato, baby, é que essa história e o apoio absurdo que essas pessoas deram a mamãe, é nosso maior tesouro e devemos saber respeitar todas por igual. Sim, é isso mesmo, nossa maior riqueza são pessoas! Todas. As boas e as ruins, os nossos amigos, ou não, aqueles que moram com a gente e os que nem casa tem. Cada um dos rostos que cruzamos na via tem algo para nos ensinar e cada coisinha que aprendemos devemos transformar em riqueza interior.
As coisas que você há de conquistar na vida, uma boa casa, ou um carro legal, um diploma na faculdade e boas viagens, por exemplo, serão de grande valia para sua sobrevivência nesse plano, mas nada, nem se ficarmos ricos amanhã, substitui a sorte de se ter pessoas.
Mamãe aqui não tem a menor vocação pra ganhar dinheiro, pelo contrário, mas tem uma luz pra acumular gente e essas pessoas é o que está nos deixando de pé até agora. E quando eu digo de pé, eu digo desde ter o que comer e vestir a ter uma cabeça funcionando para nos mantermos assim. No momento que a vida aperta, que as coisas saem do prumo, é que você vê até onde vai essa fidelidade com os elos que você criou com seus amigos. E é daí que vem a minha felicidade.
Em uma semana você tinha um semi enxoval, casa pra morar, pessoas para cuidar da mamãe e de você e, principalmente, muito, mas muito amor.
Um monte de gente chamou a mamãe para dizer: olha, conta comigo para qualquer coisa! Isso, o poder não compra.
Chegaram mensagens de carinho de todos os lugares por onde passei e ganhei gente e é essa gente que me faz rica.
Quero que você sinta esse amor, meu filho. E, assim como sua mãe, que você seja multiplicador desse amor para as pessoas.
O mundo inteiro pode desabar aos seus pés. Talvez a gente fique sem emprego, não tenha como comprar comida ou nos deslocarmos para algum lugar. Deus me livre ficar doente mas pode acontecer, ou cometermos um ato te loucura que pode levar a consequências graves, enfim...qualquer problema fica pequeno quando você tem uma tropa de amor em defesa de você, que são as pessoas que você conquistou durante a vida.
É um amor sem cobranças, sem relação de cultura, religião, time de futebol ou conta bancária. É uma troca de cuidados, de proteção. Nunca vai faltar arroz e feijão na sua casa enquanto você tiver pessoas que queiram seu bem e não existe dinheiro nenhum que pague essa segurança na vida; só o amor e a entrega são capazes de transformar pessoas em verdadeiros diamantes. E você, meu filho, vem ao mundo cheinho deles.
Saiba valorizar isso!!!!
Obrigada, meu Deus e nossos Orixás! <3
Desculpa pelo tempo longe do nosso espaço de memórias. Ficamos sem internet e a mamãe aqui ficou sem tempo também. Sua chegada tá movimentando tudo por aqui; e, antes de postar meu texto de hoje, quero dividir com você as novidades dessas duas semanas.
Hoje entramos na nossa 16º semana. Ainda não sei que tamanho você já está aí dentro e também não sei se vc é um menino ou uma menina. No fundo do meu coração, por vezes acho que é menina mas na maioria das vezes, meu lado prático tem me levado a achar que você é um menino. A barriga já cresceu muito. Nessas últimas semanas passei a curtir mais a gravidez, me sentir mais a vontade de conversar e cantar para você e te pedir desculpas por certos esforços que não posso deixar de fazer. Também tenho gostado de olhar a evolução da barriga e conto os dias pra vc começar a fazer festa aí dentro para eu te sentir.
Ah... e que saudade que me deu de ouvir seu coração batendo... tomara que dia 6 chegue logo, o dia do nosso próximo encontro na ultra.
Agora que passamos para nosso segundo trimestre, me sinto menos cansada e minha disposição está quase voltando a 100%. Então aproveitei o momento, arregacei as mangas, e passei a ter uma nova profissão além de produtora, que se chama Personal Organizer, uma habilidade que utilizava por hobby na casa das amigas e que hoje, estou me profissionalizando para complementar a renda para você.
Desde semana passada Vovô e Vovó estão aqui. Eles foram ao mercado e te trouxeram seu primeiro pacote de fraldas.
Passamos uma tarde com a Tia Renata, tio Michel e o Gabriel, que disse que você é um menino e que ele vai ajudar a cuidar de você <3 Eles te deram uma cadeirinha linda pra dar uma folga pros bracinhos da mamãe e uma mamadeira que não deixa você ter gases. Tia Renata passou o dia ensinando truques pra mamãe e me mostrou um monte de coisas que eu não sabia que precisava comprar.rs.
Seu tio Gu tirou excelentes notas nas provas do trimestre e faz menos frio em Nova York, o que ainda é MUITO frio para a gente. Ontem estava fazendo 2 graus! BRRRRR
Sua amiga Duda esta perto de completar um ano e, na semana passada, ela andou! <3
Ganhamos mais uma música para sua trilha sonora. Tio Alofa gravou lindamente uma canção de ninar em Samoano. Não tenho dúvidas que vc vai amar!
Você também ganhou um terço diretamente de Jerusalém da tia Flavia para colocar no seu berço
Seu primo Pedro Henrique ganhou peso e está sendo um guerreirinho no hospital. Flavia sempre nos manda notícias deles e estamos em oração para que ele cresça, ganhe peso e possa voltar pra casa logo logo cheio de saúde.
Quanta notícia, né meu amor? Agora, vamos ao texto de hoje, que escrevi a algumas semanas tomada por um profundo sentimento de gratidão ao universo por termos pessoas tão queridas por perto.
“Sobre a valorização das pessoas”
Filho, se tem uma coisa que eu gostaria que você aprendesse na sua vida, é valorizar as pessoas. TODAS. E saber reconhecer, entre eles, quem são os seus amigos. A mamãe sortuda aqui tem um monte deles e esse é nosso assunto de hoje.
Ontem contei como foi que te descobrir e como me senti desesperada. E também te dei nomes das pessoas que dividiram esse momento comigo.
A primeira pessoa pra quem eu contei foi a sua Tia Renata. Eu e ela somos amigas a mais de 20 anos. Estudamos juntas a vida inteira e brincávamos com as nossas bonecas que, um dia, se tornariam de verdade. Quando tínhamos trabalhos da escola, sempre colocávamos os “nomes” dos nossos filhos nos nossos personagens. As minhas eram sempre a Alegria e da Re, Nayana. Um dia estávamos voltando da escola e ela ouviu uma senhora chamando por sua neta na rua que ela morava. O nome da menina era Nayana e aí, ela sismou. Quanto a minha Alegria; sempre gostei de coisas diferentes e quando nasceu a neta de um famoso cantor que parece muito com seu avô (o nome dele é Martinho da Vila), ele chamou a neta pelo nome de Alegria. E aí, quem sismou fui eu. E assim foi. Falamos dos nossos planos de ter filhos juntos por toda infância e adolescência e deixamos de lado essa ideia depois de adultas. Sabíamos q não seria bem assim. Tia Re teve o Gabriel. Ficou louca quando descobriu. Eu estava sentada no vestiário da academia quando ela contou pra mim. Depois foi tudo lindo!
Depois da tia Re, contei pro tio Vitor. Se você for menino, vai te-lo como cúmplice com toda certeza. Ele é o melhor amigo da mamãe e somos amigos desde a infância. Nós crescemos no mesmo prédio. Ele deu um super apoio psicológico pra mamãe nesse primeiro susto e ficou do nosso lado, literalmente dando colo pra passar esse susto, foi o primeiro que te chamou de sobrinho (a) e que me disse: “Você será uma puta mãe”
Depois mamãe criou um grupo e contou para as amigas Kelly, Ingrid, Bianca, Beth e Camila, que também são minhas amigas a séculos, e com quem eu sempre soube que poderia contar. Elas ficaram o tempo inteiro, literalmente, cuidando da mamãe aqui. Em oração pela sua vida e pela minha sanidade para saber lidar com essa descoberta repentina. Tia Bianca já declarou que você será menina, tia Grid disse que estará disponível pra cuidar de você, tia Camila levou um esporro em casa quando uma história chegou torta na casa dela com as pessoas achando que vc estava na barriga dela e não na minha, e a tia Beth, que pensa como mamãe, é sempre um bom equilíbrio desse gupo, junto com a tia Kelly, que até casa ofereceu para a gente morar.
Estou te dando essa riqueza de detalhes porque essas pessoas fizeram parte da sua chegada desde quando eu nem mesmo sabia se você, de fato, chegaria. E sabe, filho, elas me fizeram agradecer ainda mais a Deus por ter amigos. Você também terá a sorte de te-los.
As outras pessoas importantes da nossa vida você também vai conhecendo devagar, elas não terem participado desse momento com a mamãe definitivamente significa que são menos importantes ou que não estiveram conosco, com certeza foi só uma questão de ocasião.
O fato, baby, é que essa história e o apoio absurdo que essas pessoas deram a mamãe, é nosso maior tesouro e devemos saber respeitar todas por igual. Sim, é isso mesmo, nossa maior riqueza são pessoas! Todas. As boas e as ruins, os nossos amigos, ou não, aqueles que moram com a gente e os que nem casa tem. Cada um dos rostos que cruzamos na via tem algo para nos ensinar e cada coisinha que aprendemos devemos transformar em riqueza interior.
As coisas que você há de conquistar na vida, uma boa casa, ou um carro legal, um diploma na faculdade e boas viagens, por exemplo, serão de grande valia para sua sobrevivência nesse plano, mas nada, nem se ficarmos ricos amanhã, substitui a sorte de se ter pessoas.
Mamãe aqui não tem a menor vocação pra ganhar dinheiro, pelo contrário, mas tem uma luz pra acumular gente e essas pessoas é o que está nos deixando de pé até agora. E quando eu digo de pé, eu digo desde ter o que comer e vestir a ter uma cabeça funcionando para nos mantermos assim. No momento que a vida aperta, que as coisas saem do prumo, é que você vê até onde vai essa fidelidade com os elos que você criou com seus amigos. E é daí que vem a minha felicidade.
Em uma semana você tinha um semi enxoval, casa pra morar, pessoas para cuidar da mamãe e de você e, principalmente, muito, mas muito amor.
Um monte de gente chamou a mamãe para dizer: olha, conta comigo para qualquer coisa! Isso, o poder não compra.
Chegaram mensagens de carinho de todos os lugares por onde passei e ganhei gente e é essa gente que me faz rica.
Quero que você sinta esse amor, meu filho. E, assim como sua mãe, que você seja multiplicador desse amor para as pessoas.
O mundo inteiro pode desabar aos seus pés. Talvez a gente fique sem emprego, não tenha como comprar comida ou nos deslocarmos para algum lugar. Deus me livre ficar doente mas pode acontecer, ou cometermos um ato te loucura que pode levar a consequências graves, enfim...qualquer problema fica pequeno quando você tem uma tropa de amor em defesa de você, que são as pessoas que você conquistou durante a vida.
É um amor sem cobranças, sem relação de cultura, religião, time de futebol ou conta bancária. É uma troca de cuidados, de proteção. Nunca vai faltar arroz e feijão na sua casa enquanto você tiver pessoas que queiram seu bem e não existe dinheiro nenhum que pague essa segurança na vida; só o amor e a entrega são capazes de transformar pessoas em verdadeiros diamantes. E você, meu filho, vem ao mundo cheinho deles.
Saiba valorizar isso!!!!
Obrigada, meu Deus e nossos Orixás! <3
quarta-feira, 11 de março de 2015
Presente em formato de poesia: "Um anjo do céu"
Olha o que ganhamos, filho
" Coloca essa música pro teu filho ouvir... É um recadinho do tio Marcelo pra mamãe dele....
Pra ela nunca esquecer que foi ele(a) que escolheu a mãe dele lá no céu, que ela precisa cuidar dessa jóia perfeita!
E que agora eu ouço música e penso sempre em vocês dois!"
Um anjo do céu
Maskavo
Que trouxe pra mim
É a mais bonita
A jóia perfeita
Que é pra eu cuidar
Que é pra eu amar
Gota cristalina
Tem toda inocência
Vem!
Oh meu bem!
Não chore não
Vou cantar prá você...(2x)
Um anjo do céu
Que me escolheu
Serei o seu porto
Guardião da pureza
Que é pra eu cuidar
Que é pra eu amar
Gota cristalina
Tem toda inocência
https://www.youtube.com/watch?v=e_w_wSpC8rw
Obrigada, Tio Marcelo. Agora, faz parte da nossa coletânea!
" Coloca essa música pro teu filho ouvir... É um recadinho do tio Marcelo pra mamãe dele....
Pra ela nunca esquecer que foi ele(a) que escolheu a mãe dele lá no céu, que ela precisa cuidar dessa jóia perfeita!
E que agora eu ouço música e penso sempre em vocês dois!"
Um anjo do céu
Maskavo
Que trouxe pra mim
É a mais bonita
A jóia perfeita
Que é pra eu cuidar
Que é pra eu amar
Gota cristalina
Tem toda inocência
Vem!
Oh meu bem!
Não chore não
Vou cantar prá você...(2x)
Um anjo do céu
Que me escolheu
Serei o seu porto
Guardião da pureza
Que é pra eu cuidar
Que é pra eu amar
Gota cristalina
Tem toda inocência
https://www.youtube.com/watch?v=e_w_wSpC8rw
Obrigada, Tio Marcelo. Agora, faz parte da nossa coletânea!
Falando sobre educação...
Tá aí uma coisa que me assusta! Como educar os filhos.
Eu sou daquelas pessoas intrometidas, que sempre disse: “Deus me livre meu filho fazendo isso”, eu sou contra isso, vou fazer daquele jeito, etc etc etc ... Para falar a verdade acho que todo mundo é um pouco assim antes e ser mãe, o que não significa que não permaneça quando se torna uma.
Bom, partindo do princípio que, segundo a minha teoria, ter filhos é um ato de egoísmo, e agora to aqui escrevendo para o meu, vocês tiram que, com a gravidez, grande parte dos meus achismos foram por água abaixo e é isso que me faz compartilhar dos meus medos com vocês.
Primeiro vou explicar minha teoria do egoísmo porque quando digo isso, as pessoas tendem a achar que eu sou uma sem coração que não valoriza a reprodução humana e os mandamentos de Deus.
A minha teoria parte do princípio de que o mundo está cheio demais. Tem gente demais espalhada pelas ruas e pelos orfanatos, tem uma fila de crianças e adolescentes esperando adoção e mães que não colocaram para adotar mas que largam por aí em caçambas ou pedindo dinheiro por elas nas ruas.
Minha teoria vem da falta de água, do consumismo sem limites, da utilização desenfreada de agrotóxicos e outros componentes químicos para produzir cada vez mais alimentos sem nenhuma qualidade para alimentar esse tanto de gente. Do consumo inconsequente de plástico e papel que acabam com nossos recursos naturais.
Mas, a parte disso tudo, minha teoria vem da EXPECTATIVA que cada vez mais fazem das crianças, verdadeiros enviados do capiroto.
Antes, era quase condição de respeito social casar, ter filhos e uma família de comercial de margarina. Por isso os filhos, por serem uma “obrigação” dos pais, eram bem melhores criados. Com limites e respeito aos mais velhos. Hoje não ter filhos passou a ser uma decisão “mais inteligente”. O mundo está de cabeça pra baixo, as grandes cidades violentas e o custo de vida a preço de ouro. Então, só tem filho “quem realmente quer” e é aí que entra a superproteção e o egoísmo do qual me refiro.
A maioria dos pais que sonham em ter seus filhos não querem saber desses números e nem no quanto de lixo esse bebe vai produzir. O importante é viver o sonho da barriga e gerar bebês com seus narizinhos e com olhos que você identifique ser parecido com o pai ou com a mãe. E aí colocam naquela pessoa os seus próprios sonhos, as suas próprias expectativas e principalmente, os planos de vida que, claro, tem que ser condizentes com as verdades dos pais. Aquele bebê, para quem é cético, não pediu pra nascer. Mas os pais quiseram te-lo e agora, o culpam por não querer estudar, ou por escolherem profissões alternativas, ou falam que eles não morarão fora ou gostarão de pessoas do mesmo sexo. Que tem que respeitar o próximo mas não levam as crianças pra ver gente passando fome porque aquilo é chocante demais. E aí impõem limites de visão a seres que são criados em verdadeiros casulos e totalmente despreparados pra selva que é aqui fora.
Quando eu digo tudo isso, que pode parecer cruel, agora, me incluo nessa lista. Porque sempre achei que filho tem que se libertar, ir morar sozinho, se virar e encarar suas próprias frustrações. E critico meus amigos que não cortam o cordão umbilical. Ao passo que agora também tenho um serzinho dentro de mim que é claro, vou querer proteger com unhas e dentes.
Pois bem... Paralelo a minha teoria de gerar um filho, existe o fato de que agora aquela criança está ali e precisa ser educada para viver em sociedade como pessoa, não como bicho.
Abre aspas: Vejam bem, quando falo sobre essa teoria não quero, nem de longe, julgar quem tem esse sonho. Cada um com suas verdade. É uma teoria minha, que não só ninguém é obrigado a concordar como eu mesma furei quando engravidei. O meu ponto aqui é o pós!
E é aí que entra o meu tema de hoje, amigos.
Como educar uma pessoa?!
Eu escuto mães e pais falando coisas do tipo:
“Deus me livre esse negócio de macumba. Sou uma pessoa de Deus”
“É ruim né filhão. Você é HOMEM! Vai comer geral”
“Não roube a borracha do amiguinho!” Ao mesmo passo que a criança escuta “Amor vamos colocar gatoNet?”
“Sertanejo é um lixo”
“Equitação é esporte de rico”
E postam fotos das barrigas de grávida em campanha contra o aborto enquanto defendem que a mulher é dona do próprio corpo.
Desculpem, mas não consigo entender!
Sei que muitas coisas vão no automático e não estou dizendo que não cometerei erros. Mas é que queria taaanto não ser contraditória nesse tanto.
Eu tenho visto coisas absurdas hoje em dia. As mães se culpam por terem que trabalhar e criam filhos mimados e que não respeitam ninguém. Quem manda na casa é a vontade da criança e toda família gira em torno daquele serzinho que cresce achando que suas vontades são leis. Mas essa pessoa vai para uma sociedade injusta e cruel e quando chega nos grupos de amigos, sofre bulling (agora td é bulling e ninguém vai saber se defender em pouco tempo) e culpa a professora por suas notas baixas na maior cara de pau e com o apoio dos pais. E reprime os pais na frente de quem for e se jogam no chão se não forem contemplados com um doce ou um brinquedo na hora que querem.
Outro dia vi uma mãe no metro que ficou em pé porque a criança estava muito cansada e não queria sentar no colo da mãe. Queria mesmo era ir sozinha. A mãe, morrendo de vergonha do esporro que levou do filho, se levantou e o fez feliz com um “Tá bom!”
HEIM?! (Sério, acho que me perdi!).
Eu queria mesmo era criar meu filho ouvindo música clássica e funk, e quero poder leva-lo na favela não porque é Cult, mas para ele ver as diferenças sociais e tenha noção da realidade. Eu quero que meu filho tenha acesso a uma boa escola, mas que tenha amigos de todas as outras e que ele possa ir na casa dos amigos e vice versa. Eu não quero que seja um crime colocar a criança de castigo nem que seja absurdo deixar ele levar uma hora pra comer porque o deixei comer sozinho.
Quero que o meu filho saiba que tem que respeitar os avós, mesmo que eles estejam falando algo que pareça insano. Que me chame e converse sobre o que acha errado e não que me aponte o que fazer. Que me respeite sem ter medo de mim e me compartilhe comigo os seus medos.
Deus me livre ter um filho que chegue na casa de uma pessoa mexendo em tudo ou que toda minha roda de amigos tenha que parar de falar porque a criança parou no meio e deu um grito clamando por atenção.
Quero uma pessoa que entenda naturalmente que o amor é livre e que temos que amarmos uns aos outros e que isso pode acontecer entre homens e mulheres, dois homens, duas mulheres, mais pessoas...
Meu filho será batizado em duas religiões e poderá ir em todas as outras que quiser.
Seria hipocrisia dizer que ele não será influenciado a gostar de samba, Flamengo e praia. Vai ser natural porque é o que a família dele gosta. Mas... fazer o que se ele torcer pelo Vasco? (Favor não influenciar isso, Bruna Marques e Biazuda!rs)
Meu filho será terminantemente proibido de responder os professores, mesmo que todos os amigos tenham liberdade para faze-lo. Nem pensar em furar fila ou pegar sem pedir. Isso é coisa que adultos sem educação fazem.
Palavrão não é engraçadinho. Nem mostrar dedo ou segurar o pintinho. Menina? Nem pensar em roupa de adulto ou coisas apertadinhas As pessoas são loucas e estão soltas por aí!
Queria poder dar pro meu filho a oportunidade de colocar a mão na terra que se planta, conhecer os bichos de verdade e não só pela TV. Ir a roça e saber de onde vem o leite, ver uma nascente de água na cachoeira e perceber que a água não "nasce quente", que aprenda ingles e outras línguas mas que se sinta a vontade e saiba de comportar em qualquer tipo de ambiente.
Tudo isso é o que eu quero. Mas... e aí, o que eu consigo?
O que dá pra fazer com o pouco tempo que nos resta nessa vida corrida?
Como ensinar a ser simples numa cidade que tem que se ter ar condicionado no carro para ter segurança e não se pode mais brincar na rua?
Como vou ensinar meu filho a não julgar se uma pessoa apontar uma arma para a gente?
Será que vou ficar na neurose de deixar ele tomar banho de chuva com medo de se resfriar? Ou aprender a andar de bicicleta sem rodinha pra não se machucar?
Tão difícil pensar na educação...
Eu tenho lido muito e pesquisado teorias. Sei que cada educação é única e que não tem fórmula. Instinto sempre será um grande aliado. Mas, ainda assim, princípios básicos precisam ser seguidos e não tenho vergonha de recorrer à palavras de profissionais ou de outros pais para saber como aplica-los. Mas, minha dúvida é... e na hora da prática?!
Mamães, o que me dizem? Vamos trocar figurinhas?
Eu sou daquelas pessoas intrometidas, que sempre disse: “Deus me livre meu filho fazendo isso”, eu sou contra isso, vou fazer daquele jeito, etc etc etc ... Para falar a verdade acho que todo mundo é um pouco assim antes e ser mãe, o que não significa que não permaneça quando se torna uma.
Bom, partindo do princípio que, segundo a minha teoria, ter filhos é um ato de egoísmo, e agora to aqui escrevendo para o meu, vocês tiram que, com a gravidez, grande parte dos meus achismos foram por água abaixo e é isso que me faz compartilhar dos meus medos com vocês.
Primeiro vou explicar minha teoria do egoísmo porque quando digo isso, as pessoas tendem a achar que eu sou uma sem coração que não valoriza a reprodução humana e os mandamentos de Deus.
A minha teoria parte do princípio de que o mundo está cheio demais. Tem gente demais espalhada pelas ruas e pelos orfanatos, tem uma fila de crianças e adolescentes esperando adoção e mães que não colocaram para adotar mas que largam por aí em caçambas ou pedindo dinheiro por elas nas ruas.
Minha teoria vem da falta de água, do consumismo sem limites, da utilização desenfreada de agrotóxicos e outros componentes químicos para produzir cada vez mais alimentos sem nenhuma qualidade para alimentar esse tanto de gente. Do consumo inconsequente de plástico e papel que acabam com nossos recursos naturais.
Mas, a parte disso tudo, minha teoria vem da EXPECTATIVA que cada vez mais fazem das crianças, verdadeiros enviados do capiroto.
Antes, era quase condição de respeito social casar, ter filhos e uma família de comercial de margarina. Por isso os filhos, por serem uma “obrigação” dos pais, eram bem melhores criados. Com limites e respeito aos mais velhos. Hoje não ter filhos passou a ser uma decisão “mais inteligente”. O mundo está de cabeça pra baixo, as grandes cidades violentas e o custo de vida a preço de ouro. Então, só tem filho “quem realmente quer” e é aí que entra a superproteção e o egoísmo do qual me refiro.
A maioria dos pais que sonham em ter seus filhos não querem saber desses números e nem no quanto de lixo esse bebe vai produzir. O importante é viver o sonho da barriga e gerar bebês com seus narizinhos e com olhos que você identifique ser parecido com o pai ou com a mãe. E aí colocam naquela pessoa os seus próprios sonhos, as suas próprias expectativas e principalmente, os planos de vida que, claro, tem que ser condizentes com as verdades dos pais. Aquele bebê, para quem é cético, não pediu pra nascer. Mas os pais quiseram te-lo e agora, o culpam por não querer estudar, ou por escolherem profissões alternativas, ou falam que eles não morarão fora ou gostarão de pessoas do mesmo sexo. Que tem que respeitar o próximo mas não levam as crianças pra ver gente passando fome porque aquilo é chocante demais. E aí impõem limites de visão a seres que são criados em verdadeiros casulos e totalmente despreparados pra selva que é aqui fora.
Quando eu digo tudo isso, que pode parecer cruel, agora, me incluo nessa lista. Porque sempre achei que filho tem que se libertar, ir morar sozinho, se virar e encarar suas próprias frustrações. E critico meus amigos que não cortam o cordão umbilical. Ao passo que agora também tenho um serzinho dentro de mim que é claro, vou querer proteger com unhas e dentes.
Pois bem... Paralelo a minha teoria de gerar um filho, existe o fato de que agora aquela criança está ali e precisa ser educada para viver em sociedade como pessoa, não como bicho.
Abre aspas: Vejam bem, quando falo sobre essa teoria não quero, nem de longe, julgar quem tem esse sonho. Cada um com suas verdade. É uma teoria minha, que não só ninguém é obrigado a concordar como eu mesma furei quando engravidei. O meu ponto aqui é o pós!
E é aí que entra o meu tema de hoje, amigos.
Como educar uma pessoa?!
Eu escuto mães e pais falando coisas do tipo:
“Deus me livre esse negócio de macumba. Sou uma pessoa de Deus”
“É ruim né filhão. Você é HOMEM! Vai comer geral”
“Não roube a borracha do amiguinho!” Ao mesmo passo que a criança escuta “Amor vamos colocar gatoNet?”
“Sertanejo é um lixo”
“Equitação é esporte de rico”
E postam fotos das barrigas de grávida em campanha contra o aborto enquanto defendem que a mulher é dona do próprio corpo.
Desculpem, mas não consigo entender!
Sei que muitas coisas vão no automático e não estou dizendo que não cometerei erros. Mas é que queria taaanto não ser contraditória nesse tanto.
Eu tenho visto coisas absurdas hoje em dia. As mães se culpam por terem que trabalhar e criam filhos mimados e que não respeitam ninguém. Quem manda na casa é a vontade da criança e toda família gira em torno daquele serzinho que cresce achando que suas vontades são leis. Mas essa pessoa vai para uma sociedade injusta e cruel e quando chega nos grupos de amigos, sofre bulling (agora td é bulling e ninguém vai saber se defender em pouco tempo) e culpa a professora por suas notas baixas na maior cara de pau e com o apoio dos pais. E reprime os pais na frente de quem for e se jogam no chão se não forem contemplados com um doce ou um brinquedo na hora que querem.
Outro dia vi uma mãe no metro que ficou em pé porque a criança estava muito cansada e não queria sentar no colo da mãe. Queria mesmo era ir sozinha. A mãe, morrendo de vergonha do esporro que levou do filho, se levantou e o fez feliz com um “Tá bom!”
HEIM?! (Sério, acho que me perdi!).
Eu queria mesmo era criar meu filho ouvindo música clássica e funk, e quero poder leva-lo na favela não porque é Cult, mas para ele ver as diferenças sociais e tenha noção da realidade. Eu quero que meu filho tenha acesso a uma boa escola, mas que tenha amigos de todas as outras e que ele possa ir na casa dos amigos e vice versa. Eu não quero que seja um crime colocar a criança de castigo nem que seja absurdo deixar ele levar uma hora pra comer porque o deixei comer sozinho.
Quero que o meu filho saiba que tem que respeitar os avós, mesmo que eles estejam falando algo que pareça insano. Que me chame e converse sobre o que acha errado e não que me aponte o que fazer. Que me respeite sem ter medo de mim e me compartilhe comigo os seus medos.
Deus me livre ter um filho que chegue na casa de uma pessoa mexendo em tudo ou que toda minha roda de amigos tenha que parar de falar porque a criança parou no meio e deu um grito clamando por atenção.
Quero uma pessoa que entenda naturalmente que o amor é livre e que temos que amarmos uns aos outros e que isso pode acontecer entre homens e mulheres, dois homens, duas mulheres, mais pessoas...
Meu filho será batizado em duas religiões e poderá ir em todas as outras que quiser.
Seria hipocrisia dizer que ele não será influenciado a gostar de samba, Flamengo e praia. Vai ser natural porque é o que a família dele gosta. Mas... fazer o que se ele torcer pelo Vasco? (Favor não influenciar isso, Bruna Marques e Biazuda!rs)
Meu filho será terminantemente proibido de responder os professores, mesmo que todos os amigos tenham liberdade para faze-lo. Nem pensar em furar fila ou pegar sem pedir. Isso é coisa que adultos sem educação fazem.
Palavrão não é engraçadinho. Nem mostrar dedo ou segurar o pintinho. Menina? Nem pensar em roupa de adulto ou coisas apertadinhas As pessoas são loucas e estão soltas por aí!
Queria poder dar pro meu filho a oportunidade de colocar a mão na terra que se planta, conhecer os bichos de verdade e não só pela TV. Ir a roça e saber de onde vem o leite, ver uma nascente de água na cachoeira e perceber que a água não "nasce quente", que aprenda ingles e outras línguas mas que se sinta a vontade e saiba de comportar em qualquer tipo de ambiente.
Tudo isso é o que eu quero. Mas... e aí, o que eu consigo?
O que dá pra fazer com o pouco tempo que nos resta nessa vida corrida?
Como ensinar a ser simples numa cidade que tem que se ter ar condicionado no carro para ter segurança e não se pode mais brincar na rua?
Como vou ensinar meu filho a não julgar se uma pessoa apontar uma arma para a gente?
Será que vou ficar na neurose de deixar ele tomar banho de chuva com medo de se resfriar? Ou aprender a andar de bicicleta sem rodinha pra não se machucar?
Tão difícil pensar na educação...
Eu tenho lido muito e pesquisado teorias. Sei que cada educação é única e que não tem fórmula. Instinto sempre será um grande aliado. Mas, ainda assim, princípios básicos precisam ser seguidos e não tenho vergonha de recorrer à palavras de profissionais ou de outros pais para saber como aplica-los. Mas, minha dúvida é... e na hora da prática?!
Mamães, o que me dizem? Vamos trocar figurinhas?
terça-feira, 10 de março de 2015
A descoberta da sua chegada!
((( E foi assim... Escrito por mim como método de desestressar a tempos atras )))
NÃO! Ah não! Ah não! Ah não! Ah não!
Era o que eu repetia incessantemente na minha cabeça quando li o resultado do exame lá no hospital, que eu tinha ido achando que estava com alguma infecção.rs Ai meu Deus. Positivo! Mas como? Que dia? Não me lembro de ter piscado sem perceber.
Mas sim! Era positivo. E uma ultra não conseguiu me aliviar com o resultado contrário.
Ainda era cedo para ver o embrião, então tive que esperar por 15 dias para repetir o exame e ter certeza de que tinha um embrião se desenvolvendo ali. 15 angustiantes dias se passaram e acordei às 7h da manhã (só faço isso por milagre, obrigação ou, nesse caso, desespero). As minhas orações por uma calcinha manchada de sangue não foram atendidas nesse intervalo e lá fui eu com a certeza de que o resultado era: “olha, sinto muito, mas o feto não se desenvolveu”. Mas não, eu deitei para uma ultra e....... “tum Tum. Tum Tum. Tum Tum.” Ouvi o coração daquele caroçinho de feijão que eu mal conseguia identificar através do aparelho de ultra.
Ah não! Ah não! Ah não! Ah não! Ah não!
Repetia eu para mim mesma, sem deixar a médica ouvir, como quem quer dizer: “Tô ferrada!”
E estou mesmo... mas vc lá ”...Tum Tum. Tum Tum. Tum Tum.”
Não tenho como negar, ouvir o coração fez com que eu quase caísse da maca onde me colocaram. Que sensação louca! Eu comecei a pensar em como engravidar era tão louco e tão longe dos meus planos. Hoje, escrevendo isso, já nem acho tão longe assim. Já to com o pé no 3.2 né?! Sempre disse q seria mãe antes dos 35. O problema é: tenho agora ZERO estrutura para colocar uma criança no mundo.
Eu e o pai do baby terminamos a pouco, não tenho um emprego fixo, meu trabalho é freelancer e estou vendendo meu ap pra que outro sonho seja realizado. Puts!
Não teve como, nesse momento, pensar em qualquer situação acalentadora. Eu só pensava: Ah não! Ah não! Ah não! Ah não!
Meu pai vai me matar! Eu sempre esqueço que sou adulta quando faço qualquer coisa que acho que meu pai vai me matar! A essas alturas, Renata já estava em CÓLICAS esperando eu dar notícias. Ela estava acompanhando meu desespero desde o tal “positivo”. Eu só mandei uma mensagem pra ela: Fudeu!
Saí do hospital desnorteada. Tinha visita em casa e eu tinha que trabalhar fazendo cara de paisagem. Fui pra casa. Vesti branco e o meu sorriso e trabalhei por 17 horas naquele dia!
Ah não! Ah não! Ah não! Ah não!
Era só o que se passava na minha cabeça. Todas as coisas que uma mulher grávida e desesperada na minha situação pensa passou na minha cabeça. Mas aí o tempo foi passando, e os seus sinais GRITANDO em mim. Montei um grupo de whats app com minhas amigas pra falar do meu desespero. Eu estava surtando! Eu, doida pra elas falarem o que eu queria ouvir, e elas: “Luka, sossega. Tudo vai se ajustar.”
As doidas fizeram uma corrente de oração com um monte de gente que eu não conheço e em pouco tempo tinham freiras até de fora do país rezando pela minha decisão e pela vida daquele feijaozinho dentro de mim. Enquanto isso, desabafafa meu desespero com mais um amigo. O Vítor. Que quando eu contei falou logo: “Que foda! Vou ser titio!”
Eu não estava conseguindo entender de onde aquelas pessoas estavam tirando tanta animação e o jeito mais fácil pra me convencer disso foi culpando-os por não ser eles na minha situação. Só ficava repetindo: não tenho emprego, meu mercado de trabalho é uma merda, se tem pouco freela agora grávida vai ser pior, o pai tmb não tem garantia de nada, eu sozinha como sanduiche mas e com uma criança?, vou colocar meu filho na educação publica? morar em Cabo Frio? o que vou fazer?! Eram sempre as mesmas perguntas e afirmações, se repetindo na minha cabeça em looping, cada vez em uma ordem. E eu só ouvia: “Calma... as coisas vão se acertar”.
Enquanto meus olhos ardiam de tantos dias passando as noites em claro e aos prantos; liguei pro meu oráculo. Sabia que estava ferrada. Mas não tem como, meu irmão é SEMPRE meu porto seguro. Naquele dia, ele não foi. Ficou por uma hora falando ininterruptamente e me culpando e me chamando de irresponsável até pelos nomes que eu tinha escolhido. Mais uns 3 ou 4 dias sem mal comer ou dormir!
Ah não! Ah não! Ah não! Ah não!
O que é que eu vou fazer?! E assim eu dormi e acordei por alguns dias.
Hoje completam 2 semanas que ouvi seu coração e que o meu, só vive saindo pela boca. Uma mistura de “Até que enfim serei mãe” com “Que mole, Luka!”.
Ainda não tive coragem de contar pros meus pais.
Tá começando a melhor época do ano, o Carnaval, e eu estou inventando trocentas desculpas pras pessoas não me perturbarem pra sair. NINGUÉM em sã consciência no mundo acreditaria que eu não quero pular carnaval!
Nunca me senti tão sozinha, tão pequena, tão inútil. Sempre sonhei que seria mãe em uma família estruturada, que seria como na minha casa, que eu estaria bem profissionalmente e que meus filhos estudariam em bons colégios e teriam muitas atividades extra classes. Eu jurava que teria o parto numa boa maternidade onde me maquiariam e fariam minhas unhas para sair bem nas fotos e que contar para minha família seria um momento de felicidade e de emoção. Não de desespero. Mas não... foi tudo exatamente ao contrario. Mas já se passaram duas semanas que eu soube e hoje você está comigo a 9 semanas... O que é que eu vou fazer?!
Durmo e, como se nada fosse capaz de me fazer fraca, acordei MÃE.
Liguei denovo pro Gu e disse: Bom terei! (E ele rezou para que ficasse rico e pudesse me ajudar)
Entrei no grupo e disse: Bom, terei! (e pude ouvir daqui os gritos de felicidade)
Avisei para a Renata e para o Vitor: Terei! (e nunca me senti tão acolhida)
Liguei pros meus pais e disse: .................. “Desculpa!” (é que aí já não dava pra meter essa marra toda!rs).
E cá estamos nós. Agora somos eu e você.
Fomos pro chuveiro conversar e dei a primeira “chamada” na barriga: “É bom mexer seus pauzinhos no céu, baby. Teremos que nos esforçar nesses meses de barrigão pra mamãe aqui levantar uma grana pra quando você chegar ok?! Tomara que você seja raçudo e guerreiro como eu. Assim sei que vai aguentar o tranco de boas produções enquanto tiver aqui dentro! Como diz meu pai... Vamos nessa! Eu e você, você e eu! E que minha mãe Oxum (que não deixou você ir embora por nada), nos proteja e nos abençoe. Com certeza, o céu tem grandes planos pra nós!”
E foi assim...
NÃO! Ah não! Ah não! Ah não! Ah não!
Era o que eu repetia incessantemente na minha cabeça quando li o resultado do exame lá no hospital, que eu tinha ido achando que estava com alguma infecção.rs Ai meu Deus. Positivo! Mas como? Que dia? Não me lembro de ter piscado sem perceber.
Mas sim! Era positivo. E uma ultra não conseguiu me aliviar com o resultado contrário.
Ainda era cedo para ver o embrião, então tive que esperar por 15 dias para repetir o exame e ter certeza de que tinha um embrião se desenvolvendo ali. 15 angustiantes dias se passaram e acordei às 7h da manhã (só faço isso por milagre, obrigação ou, nesse caso, desespero). As minhas orações por uma calcinha manchada de sangue não foram atendidas nesse intervalo e lá fui eu com a certeza de que o resultado era: “olha, sinto muito, mas o feto não se desenvolveu”. Mas não, eu deitei para uma ultra e....... “tum Tum. Tum Tum. Tum Tum.” Ouvi o coração daquele caroçinho de feijão que eu mal conseguia identificar através do aparelho de ultra.
Ah não! Ah não! Ah não! Ah não! Ah não!
Repetia eu para mim mesma, sem deixar a médica ouvir, como quem quer dizer: “Tô ferrada!”
E estou mesmo... mas vc lá ”...Tum Tum. Tum Tum. Tum Tum.”
Não tenho como negar, ouvir o coração fez com que eu quase caísse da maca onde me colocaram. Que sensação louca! Eu comecei a pensar em como engravidar era tão louco e tão longe dos meus planos. Hoje, escrevendo isso, já nem acho tão longe assim. Já to com o pé no 3.2 né?! Sempre disse q seria mãe antes dos 35. O problema é: tenho agora ZERO estrutura para colocar uma criança no mundo.
Eu e o pai do baby terminamos a pouco, não tenho um emprego fixo, meu trabalho é freelancer e estou vendendo meu ap pra que outro sonho seja realizado. Puts!
Não teve como, nesse momento, pensar em qualquer situação acalentadora. Eu só pensava: Ah não! Ah não! Ah não! Ah não!
Meu pai vai me matar! Eu sempre esqueço que sou adulta quando faço qualquer coisa que acho que meu pai vai me matar! A essas alturas, Renata já estava em CÓLICAS esperando eu dar notícias. Ela estava acompanhando meu desespero desde o tal “positivo”. Eu só mandei uma mensagem pra ela: Fudeu!
Saí do hospital desnorteada. Tinha visita em casa e eu tinha que trabalhar fazendo cara de paisagem. Fui pra casa. Vesti branco e o meu sorriso e trabalhei por 17 horas naquele dia!
Ah não! Ah não! Ah não! Ah não!
Era só o que se passava na minha cabeça. Todas as coisas que uma mulher grávida e desesperada na minha situação pensa passou na minha cabeça. Mas aí o tempo foi passando, e os seus sinais GRITANDO em mim. Montei um grupo de whats app com minhas amigas pra falar do meu desespero. Eu estava surtando! Eu, doida pra elas falarem o que eu queria ouvir, e elas: “Luka, sossega. Tudo vai se ajustar.”
As doidas fizeram uma corrente de oração com um monte de gente que eu não conheço e em pouco tempo tinham freiras até de fora do país rezando pela minha decisão e pela vida daquele feijaozinho dentro de mim. Enquanto isso, desabafafa meu desespero com mais um amigo. O Vítor. Que quando eu contei falou logo: “Que foda! Vou ser titio!”
Eu não estava conseguindo entender de onde aquelas pessoas estavam tirando tanta animação e o jeito mais fácil pra me convencer disso foi culpando-os por não ser eles na minha situação. Só ficava repetindo: não tenho emprego, meu mercado de trabalho é uma merda, se tem pouco freela agora grávida vai ser pior, o pai tmb não tem garantia de nada, eu sozinha como sanduiche mas e com uma criança?, vou colocar meu filho na educação publica? morar em Cabo Frio? o que vou fazer?! Eram sempre as mesmas perguntas e afirmações, se repetindo na minha cabeça em looping, cada vez em uma ordem. E eu só ouvia: “Calma... as coisas vão se acertar”.
Enquanto meus olhos ardiam de tantos dias passando as noites em claro e aos prantos; liguei pro meu oráculo. Sabia que estava ferrada. Mas não tem como, meu irmão é SEMPRE meu porto seguro. Naquele dia, ele não foi. Ficou por uma hora falando ininterruptamente e me culpando e me chamando de irresponsável até pelos nomes que eu tinha escolhido. Mais uns 3 ou 4 dias sem mal comer ou dormir!
Ah não! Ah não! Ah não! Ah não!
O que é que eu vou fazer?! E assim eu dormi e acordei por alguns dias.
Hoje completam 2 semanas que ouvi seu coração e que o meu, só vive saindo pela boca. Uma mistura de “Até que enfim serei mãe” com “Que mole, Luka!”.
Ainda não tive coragem de contar pros meus pais.
Tá começando a melhor época do ano, o Carnaval, e eu estou inventando trocentas desculpas pras pessoas não me perturbarem pra sair. NINGUÉM em sã consciência no mundo acreditaria que eu não quero pular carnaval!
Nunca me senti tão sozinha, tão pequena, tão inútil. Sempre sonhei que seria mãe em uma família estruturada, que seria como na minha casa, que eu estaria bem profissionalmente e que meus filhos estudariam em bons colégios e teriam muitas atividades extra classes. Eu jurava que teria o parto numa boa maternidade onde me maquiariam e fariam minhas unhas para sair bem nas fotos e que contar para minha família seria um momento de felicidade e de emoção. Não de desespero. Mas não... foi tudo exatamente ao contrario. Mas já se passaram duas semanas que eu soube e hoje você está comigo a 9 semanas... O que é que eu vou fazer?!
Durmo e, como se nada fosse capaz de me fazer fraca, acordei MÃE.
Liguei denovo pro Gu e disse: Bom terei! (E ele rezou para que ficasse rico e pudesse me ajudar)
Entrei no grupo e disse: Bom, terei! (e pude ouvir daqui os gritos de felicidade)
Avisei para a Renata e para o Vitor: Terei! (e nunca me senti tão acolhida)
Liguei pros meus pais e disse: .................. “Desculpa!” (é que aí já não dava pra meter essa marra toda!rs).
E cá estamos nós. Agora somos eu e você.
Fomos pro chuveiro conversar e dei a primeira “chamada” na barriga: “É bom mexer seus pauzinhos no céu, baby. Teremos que nos esforçar nesses meses de barrigão pra mamãe aqui levantar uma grana pra quando você chegar ok?! Tomara que você seja raçudo e guerreiro como eu. Assim sei que vai aguentar o tranco de boas produções enquanto tiver aqui dentro! Como diz meu pai... Vamos nessa! Eu e você, você e eu! E que minha mãe Oxum (que não deixou você ir embora por nada), nos proteja e nos abençoe. Com certeza, o céu tem grandes planos pra nós!”
E foi assim...
segunda-feira, 9 de março de 2015
Bem vindo ao seu mundo!
Eu adoro escrever. Você vai perceber isso com o passar dos anos. Com certeza receberá cartas e mais cartas e bilhetes e mensagens de texto ou o que for da sua época com minhas palavras. Tomara que você não se canse de me ouvir...
Eu queria que você pudesse saber todos os seus passos e talvez, quem sabe, esse conhecimento te ensine alguma coisa no futuro.
Então começo hoje, nesse blogg, a te contar sua historia. No dia que a mamãe contou pra todo mundo que você vem aí.
Hoje são 9 de março de 2015. As pessoas são viciadas numa rede social da internet que se chama facebook. Não duvido que você ainda vai brincar bastante por esse espaço (quando puder ler, já saberá que se ainda existir, você foi BEM controlado por mim nisso! rs). Nessa rede tem todos os nossos amigos, familiares e muitos colegas de trabalho e da vida da mamãe.
Lá se publica de tudo. Desde novidades, como a nossa que contei hoje, a dicas de receitas e lugares para visitar e as pessoas até brigam por política, religião e orientação sexual (teremos tempo para conversarmos sobre cada um desses assuntos). Então hoje quando você publica uma notícia no facebook, é como se tivesse contado para o moço da venda na época dos seus avós, ou até mesmo para a vizinha mais fofoqueira da rua. Todo mundo fica sabendo! A diferença é que todo mundo, no mundo todo, fica sabendo ao mesmo tempo! Não é incrível?!
Eu contei hoje pela internet aqui no Brasil, mas seu tio Gus leu lá nos Estados Unidos no mesmo horário! Isso se chama tecnologia.
Por causa da tecnologia que mamãe te ouviu. Mas esse é um dia especial e para contar separado. Hoje eu só estou te apresentando esse espaço.
Quem quiser poderá acompanhar a sua gestação aqui, porque a mamãe vai contar tudinho e registrar para você ver depois. E vai te apresentar os amigos que dividiram esse momento com a gente. E vai te apresentar a família incrível que você tem. Deus queira quer você tenha a chance de conviver com todos nós e também vai te falar das novidades do mundo e das nossas vidas.
Então hoje, baby, oficialmente mamãe te anunciou para o mundo. Para isso eu usei o vídeo aqui embaixo, que assisti no site de uma clínica que faz parto natural, o nome certo é humanizado. Foi a tia Bianca que passou para a mamãe. É que quero que você venha ao mundo da forma mais natural possível e estamos estudando sobre isso. Foi esse mesmo vídeo que deu nome ao nosso espaço. Porque assim que assisti e ouvi a música, você botou o pé na porta do meu coração e me fez mãe.
Os meus amigos ficaram chocados. Você vai perceber rápido que não tem uma mãe normal. Acho que muitas vezes você vai morrer de vergonha na escola e por outras, tirar onda com os amiguinhos porque vai conhecer pessoalmente o seu cantor preferido no show que a mamãe vai produzir. A maioria achou que fosse brincadeira ou alguma piada. Mas não era. Aí você ganhou um montão de tias e tios babaaaaando por você e na expectativa da sua espera.
Com o anúncio da sua chegada você ganhou um vovô que vai te encher o saco mas vai ser o mais babão do mundo, vovós melhores que todas as outras (vc tem 3 seu bebê sortudo!), duas bisavós lindas, reze para conhecer seu bisavô mas vc vai rir com ele tentando falar seu nome de uma vez só com sua gagueira.rs. Você ganhou até tataravó. Você nem imagina o quanto é difícil as pessoas terem tataravó viva! (muito sortudo meeeesmo!).
Ganhou uma tia linda e babona e um tio gato que... bom, vc vai ter q conquistar ele tá?! Mas vai conseguir td que quiser com ele (que já escolheu até sua escola.rs)
Ganhou madrinhas que já te amam (shhhhh elas ainda não sabem que serão suas dindas) e padrinhos também e primos, tio- avô e até a tia avó mais maluca do mundo inteiro. É falo sério! rs
E nos fez pais. Eu, essa mamãe que te escreve, e um papai babão que não para de conversar com você (ele fala na mesma proporção que a mamãe escreve. Durma enquanto puder!rs)
Estamoos recebendo um monte de mensagens de carinho e energia positiva através do tal facebook e o nosso telefone está bombando de recados com: “é verdade?!” Está sendo super gostoso! Você será um bebê muito bem vindo!
Como todo mundo é muito festeiro, o povo já pergunta logo sobre o chá de bebe. É uma festa pra comemorar sua chegada e juntarmos fraldas (vamos precisar!). A sua tia Fabiana quem vai resolver isso com a mamãe. Ela é fera e você vai ama-la porque com certeza vai deixar vc fazer tudo que eu não vou deixar!
Olha, como estou começando hoje, não sei se todos os meus textos serão assim, pra você. Talvez eu compartilhe coisas com as outras mamães e com nossos amigos. Vou ficar livre para isso. Mas tudo que estiver aqui é para você.
Aliás, meu filho, desde aquele dia que você me escolheu para ser sua mãe, tudo passou a ser pra você. Por você. Realmente...
“...É como se eu tivesse esperado toda vida pra te embalar; é como se eu tivesse esperado toda vida pra te embalar...”
Bem vindo ao seu mundo!
Mamãe.
Assinar:
Postagens (Atom)